quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Senado avalia isenção de impostos para reciclados

Uma iniciativa do senador Paulo Bauer, do PSDB/SC, pode representar um grande impulso para a cadeia de reciclagem no Brasil. Ele levou ao Plenário do Senado uma Proposta de Emenda à Constituição – a PEC 01/2012 - que visa dar imunidade de impostos para produtos elaborados com material reaproveitado ou reciclado. Apresentada em fevereiro deste ano, a PEC foi aprovada por unanimidade, no dia 12 de setembro, pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
O texto deverá agora ser votado em dois turnos no Plenário e, caso tenha novo sucesso, seguirá para a Câmara dos Deputados. O “Cempre Informa” conversou com o senador sobre sua proposta. 
Por que a imunidade é importante para incentivar a reciclagem?
A ideia da PEC surgiu quando constatei que muitas empresas produzem usando materiais reciclados ou reutilizados. Elas tiram matéria-prima do lixo e, assim, ajudam a cidade, o estado e o país, mas não ganham nada em troca. No médio e longo prazo, a isenção vai incentivar esses empreendedores, gerando mais empregos e disseminando a cultura da reciclagem.
Qual pode ser o impacto da imunidade tributária sobre o crescimento da reciclagem no Brasil?

O estudo "Pesquisa sobre Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos para Gestão de Resíduos Sólidos", feito em 2010 pelo IPEA, aponta que a reciclagem e o reaproveitamento do lixo urbano (considerando-se apenas o aço, o alumínio, a celulose, o plástico e o vidro) movimentaria volume de recursos superior a R$ 8,094 bilhões, em valores de 2010. Mas não é consistente dizer que os estados perderiam arrecadação com a aprovação da PEC, pois ela trata da reciclagem ou do reaproveitamento do lixo que, na condição de lixo, não possui valor econômico. É lixo. É aquele produto rejeitado que entope bueiros, polui os rios ou se encontra nos lixões ou nos aterros sanitários, causando uma poluição mais localizada, mas poluindo. Então, parece-me totalmente ilógico que o Estado queira cobrar impostos depois que a iniciativa privada agrega valor econômico ao lixo e o transforma em insumo para o setor produtivo. As empresas não teriam que pagar impostos pelo produto reciclado, mas pagariam impostos sobre lucro, enquanto gerariam empregos e poupariam recursos, notadamente municipais, em gastos com saneamento etc.
Acredito que outra lógica a ser considerada é que a PEC é pragmática, pois trata da matéria oferecendo uma justa contrapartida financeira e econômica ao empresariado - algo que a Política Nacional de Resíduos Sólidos não faz com tanta determinação. Com a aprovação da PEC, acredito que teríamos o "antes" e o "depois" na escala da reciclagem.

Qual é a perspectiva de aprovação da emenda?
A matéria já está pronta para entrar na ordem do dia. Para ser pautada, depende de acordo entre as lideranças e da anuência do presidente do Senado. Quanto a prazos, para que a matéria seja votada rapidamente - e trata-se de um assunto de urgência para toda a sociedade brasileira -, dependemos de vontade política. Vale lembrar que, por ser uma PEC, a votação será obrigatoriamente em dois turnos por, no mínimo, um terço dos parlamentares. Isso equivale a, pelo menos, 49 votos para sua aprovação.
Depois de aprovada no Senado, ela seguirá para a Câmara, onde passará por três Comissões e, se aprovada, irá para votação no Plenário. Não há como prever prazos. Qualquer estimativa é mera especulação, mas, como já disse, por ser um assunto de interesse nacional e caráter suprapartidário - tanto que no Senado todos os 81 senadores assinaram a PEC para que o tema fosse debatido - há expectativa por uma tramitação sem problemas, como ocorreu no Senado. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Brasil alcança índice de 98,3% de reciclagem de latas de alumínio

Matéria do site da CEMPRE:

“Nos últimos anos, a indústria conseguiu reduzir a espessura da lata de alumínio, ganhando 51% de produtividade, o que permite diminuir custos e economizar matéria-prima. Passamos de 49 latas produzidas com um quilo de alumínio, nos anos 70, para 74 latas por quilo de alumínio, em 2011”, destaca Renault de Freitas Castro, diretor executivo da Abralatas.


“Quando analisamos o processo de reaproveitamento, talvez tenhamos uma das matérias-primas mais eficientes e eficazes em sua recuperação. O ciclo completo da reciclagem de latas de alumínio no Brasil passou de 45 dias, na década de 90, para 30 dias atualmente”, explica Carlos Roberto de Morais, coordenador da Comissão de Reciclagem da Abal. “Em 2011, o Brasil alcançou seu maior índice de coleta de latas de alumínio de todos os tempos - e isso representa não apenas um recorde nacional, mas um novo patamar mundial -, saltando de 97,6% para 98,3%.

Para saber mais acesse CEMPRE: http://www.cempre.org.br/informamais_detalhe.php?id=NTM=

terça-feira, 30 de outubro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

NOVO ECOPONTO INSTALADO NA CIDADE

ECOPONTO 
ESTRADA DA MARINA, PONTO DE REFERENCIA
PADARIA E HORTIFRÚTI MARKET

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

GINCANA DOMINUS - NAVEGAR É PRECISO

PATRICIA (CINECLUBE) E IULA (COCARE) PRESTIGIANDO O TRABALHO DOS ALUNOS.
TENDA DO MANGUE DE PEDRAS 
ABAIXO ASSINADO DO MANGUE DE PEDRAS

TENDA DO PLÁSTICO


APRESENTAÇÃO :O HOMEM NO ESPAÇO


CINECLUBE DESPERTA BUZIOS E COCARE ESTIVERAM PRESENTE APRESENTANDO OS SEUS TRABALHOS PARA A JUVENTUDE.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

03/10/2012 17h07 - Atualizado em 04/10/2012 06h07 -

Governo discutirá estratégias para resíduos sólidos em 2013

Debates ocorrerão durante a 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CN-MA) em outubro

Carolina Gonçalves
 BRASÍLIA – As contribuições de representantes da sociedade civil, de governos e do setor privado para a implanta-ção da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no país serão concluídas no fim do ano que vem. Enquanto isso, os debates municipais e regionais que precedem o encontro, marcado para outubro de 2013, começam em três meses. Mas será apenas durante a 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA), que esses setores vão apresentar, em tom mais conclusivo, as estratégias que já foram incorporadas em suas atividades e as novas medidas que ainda poderão ser adotadas. Silvano Silvério da Costa, diretor do Departamento de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), explicou que a conferência é um processo.

“Haverá mobilização local para depois chegar à conferência. Temos as etapas regional e municipal que começam em janeiro”, acrescentou. Ao lembrar que os debates municipais e regionais terão início poucos dias depois da posse dos novos prefeitos, que serão eleitos este mês, o diretor do MMA acrescentou que eles começarão os mandatos dando prioridade à área em que há maior necessidade de medidas urgentes.
Silvério destacou que a conferência não é o local das “resoluções”, mas tem papel fundamental para esclarecer metas e driblar dificuldades na adoção das exigências previstas pela PNRS. Alguns especialistas endossam a aposta e acreditam que tanto a conferência quanto os eventos preparatórios podem minimizar, ao longo desses meses, alguns dos temores em relação às determinações da política.

“A estratégia do governo é priorizar a implementação da politica”, disse Silvério. Mas, as regras, criadas em 2010, com responsabilidades previstas para todos os setores e esferas de governo no tratamento e destinação de resíduos, ainda estão longe dos resultados esperados.
Este ano, por exemplo, alguns prazos importantes, previstos pela PNRS, chegaram ao fim. Desde o último dia 2 de agosto, as prefeituras e governos estaduais que quiserem recursos federais para o manejo de resíduos têm que apresentar um plano local com estratégias para o setor. A norma e o prazo foram publicados há dois anos, mas a maioria das administrações locais não cumpriu a determinação. Mais de 90% das prefeituras não apresentaram os planos municipais.

As autoridades estaduais e municipais alertam, agora, para as dificuldades em desativar lixões. A política nacional prevê que todos os lixões do país sejam extintos até 2014. Muitos administradores públicos, no entanto, alegam não ter recursos suficientes para atender à exigência e apontam o excesso de burocracia, principalmente em relação aos contratos licitados com empresas de transporte e administradoras de depósitos que ainda estarão em vigor em 2014. “Costumo dizer que o prazo dos lixões é muito ousado, mas tivemos uma avaliação história que mostrou que em 1998, 35% dos resíduos eram despejados em aterros. Esse volume aumentou para 58% em 2008, período em que ainda não tínhamos a Política Nacional de Resíduos Sólidos”, disse Silvério, acrescentando que o fim dos lixões já é uma “tendência dos últimos dez anos e por isso não é impossível”. Dados do Ministério das Cidades mostram que mais da metade dos 5.564 municípios brasileiros ainda não dão a destinação correta para o lixo.

http://www.progresso.com.br/caderno-a/brasil-mundo/governo-discutira-estrategias-para-residuos-solidos-em-2013Veja Mais
(Agência Brasil).
Legenda: Tratamento e destinação de resíduos ainda estão longe dos resultados esperados
Foto: Divulgação
Fonte: O Progreso Jornal Digital